Marinheira de primeira viagem, espero poder compartilhar as alegrias de me descobrir mãe!


31/03/2011

Amãementante - haja leite!

De vaca. Isso mesmo, haja leite de vaca.
Quando fui ao pedi do Gui, ele me explicou que existem duas possibilidades para o refluxo. Uma é a de que a válvula do estômago ainda não está madura suficiente e deixa retornar o leite que o bebê tomou. Outra é de que o bebê pode ter alergia à proteína do leite de vaca (não é a lactose - que é o açúcar do leite).
O Gui melhorou do refluxo com a posição para mamar sentado e eu ficar com ele com o tronco elevado  durante 30 minutos depois da mamada. Mas não a ponto de estar sem refluxo. Pensei, então, em entrar em dieta com restrição de leite de vaca.
Na última terça fui na consulta com a nutricionista e falei com ela sobre isso. Depois de me dar algumas orientações, comecei a dieta. Estou sem ingerir leite e derivados desde terça. Imaginem o que deve ser isso para alguém acostumada a tomar café (descafeinado) com leite pela manhã, à tarde e à noite...
Então percebi como a nossa alimentação está recheada de produtos com leite e/ou soro de leite. Haja leite de vaca pra sustentar nosso consumo.
Aí pensei nas vaquinhas. Tadinhas: ficam com o bezerrinho ao lado para produzir mais leite.
Agora entendo elas!!!! É só o Gui começar a chorar para meus seios formigarem e eu ficar com as rodelas de blusa molhada denunciando minha condição de amãementante. E não gostei de imaginar colocarem o Gui perto de mim para tirar meu leite e usar ele para alimentar vacas, bois e bezerros...!
Quando eu fechar de 10 a 14 dias sem ingerir leite de vaca, produtos feitos com ele ou seus derivados, farei um "teste". Vou introduzir aos poucos o leite na minha alimentação e ver como o Gui fica.
Torço para não ser alergia o que meu pimpolho tem. Não consigo pensar na possibilidade do Gui ter que fazer uma alimentação restrita...

30/03/2011

Rápidas e rasteiras!

Só rapidinhas!!!

Estou na 3ª tentativa de usar as fraldas de pano, mas ainda vazam. As coxinhas do Gui são finas - ele é comprido e magro - e acho que é por isso. Vou fazendo minhas tentativas, pois não sou de desistir fácil!!!

*****

Eu tenho que ser uma mãe-polvo na troca de fraldas. Se eu troco o Gui num momento em que ele não quer ser trocado - e isso acontece em pelo menos 50% das vezes (tentativa e erro, né: teta-fralda-sono-cólica-bico, não necessariamente nessa ordem), ele bota a boca no trombone. E o que acalma ele? O bico e segurar os pezinhos dele ao mesmo tempo. Só que ele perde o bico umas trocentas vezes na troca, e então chora. Coloco o bico e seguro os pezinhos e ele pára de chorar (não adianta só colocar o bico e não segurar os pezinhos - o pedi disse que segurar os pés faz com que eles não tenham a sensação de estar caindo - já ouvi isso em teorias de psicanálise...).
Agora... se eu tô com as duas mãos sendo usadas para trocar a fralda, sentiram como é que eu fico: pés e bico - fralda - pés e bico - lenço umedecido - pés e bico - pomada da weleda - pés e bico - fralda...
E o melhor é que AMO quando ele pega o bico, pois agora o Gui começou a fazer barulhinhos quando o chupa: é algo parecido com "éuéuéuéu". Lindooooooooooo!!! Dou muitas risadas!!!

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Recebemos a visita de uma prima minha na segunda-feira. Ela me trouxe uma mantinha recheada com ervas e linhaça, para aquecer e colocar na barriga do Gui em caso de cólicas (fazendo propaganda, ela tem uma empresa que faz de bonecas à travesseiros, e várias outras coisas, recheadas com ervas aromáticas - Arte Aromas). Conversa vai, conversa vem e ela me pergunta: "Tu já teve vontade de colocar numa gavetinha e fechar ela durante um tempinho, não é?". E eu sinceramente respondi: "Sim" (embora logo, logo ela passe!). E vou completar: "que atire a primeira pedra a mãe que nunca pensou isso"...!!!

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De uns dias pra cá o Gui tem tirado um sono na tarde em que ele emenda cerca de 3 horas dormindo direto. Agora... perguntem se a anta aqui aproveita para dormir com ele também...: não. Sempre penso que vai ser um cochilo de 45 minutos ou pouco mais de uma hora e aproveito para fazer outras coisas. Depois me arrependo...! Dããã!!!

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Para o papi que ainda está no outro lado do oceano, mas que logo, logo voltará, uma fotinho do nosso pimpolho.
Ele já tenta pegar a bolinha de futebol com a mão e quando a gente conversa com ele, responde fazendo "angu", "ééééé", "uuuuu". Bate um papo legal!!!!




27/03/2011

A gente nasceu de gente

Sábado à noite, eu, minha madrinha, meu pai e minha mãe estávamos em casa juntos com o Gui. Ele tinha passado o dia inteiro sem dormir direito - tirava um cochilo de 45, 60 minutos e acordava. Até aí eu tava só ressabiada - vai que estivesse acontecendo novamente de eu estar com pouco leite, mesmo tendo a certeza de que eu havia tomado bastante água e ter apertado os bicos dos seios só para confirmar que ainda jorrava leite deles (sim, o leite não pinga, jorra dos meus seios...).Mas à noite a "marvada" apareceu - a cólica. Eu tinha usado o "flagass baby" por dois dias e parado, conforme indicação do pediatra, na sexta à noite, para ver como o meu pimpolho ficaria. E durante o sábado, percebi que o Gui tava meio esquisito, pois não dormia direito. Ao cair da tarde "ela" chegou... Eu até já havia esquecido as noites do final de semana passado, em que vi, pela primeira vez, meu filho se contorcer de dor e chorar até quase ficar sem respirar... Horrível. Horrível, não. HORRÍVEL.
Eu simplesmente quase tive um troço, sentindo meu coração tão apertado vendo o meu filho passar por um sofrimento que eu, na minha egoísta noção, acho um pecado. Sim, pois bebês são anjinhos que estão em nossa companhia e, portanto, não merecem sofrer. E me lavei em lágrimas, vendo que tudo o que tentávamos parecia ser em vão: da mesma forma  que a cólica  aparecia, repentinamente desaparecia. E assim foi mais ou menos 4 episódios de  cerca de meia hora cada. Voltei a usar o genérico do "flagass baby" e o alívio veio com uma madrugada de sono tranqüilo do Gui. Depois do último episódio, perto das 23h, e com meu pimpolho dormindo calmamente no colo do vô Celestino ao som de "U2 baby", resolvi comer alguma coisa, descansada, na cozinha. Minha madrinha estava sentada à mesa e então começamos a conversar. Depois de me contar a história de um adolescente conhecido dela, me disse a seguinte frase: "tu tens que agradecer ao céu, pois eu agradeço". Perguntei como agradecer ao céu por ver meu filho sofrer tanto com dor e ela me respondeu: "agradece ao céu por teu filho estar rodeado de pessoas que o amam e recebendo amor, carinho e conforto nesses momentos de dor. Muitos não têm isso. A gente nasceu de gente. Somos privilegiados por termos passado pelo que o Gui tá passando tendo pais que nos trataram como gente, sentindo aperto no coração com nosso sofrimento, e não sendo totalmente indiferentes a isso. Muitas crianças não nascem de gente e não são tratadas como tal". Juro que percebi, naquele momento, o que era enxergar algo bom numa situação ruim. 
Agradeço por ter nascido de gente. Agradeço por Deus ter dado ao Gui dois pais que são gente. E como não existe a mínima possibilidade de eu passar por essas dores no lugar do Gui, faço o que me resta como mãe: oferecer o alívio para meu filho, adicionado de muito, muito amor e carinho.


TE AMO MÃE. TE AMO PAI.
GRATIDÃO À MINHA QUERIDA MADRINHA.

26/03/2011

Meu copro depois do parto

Ontem eu me vi de corpo inteiro no espelho. Lá em casa eu tenho um espelhão no banheiro, mas ele pega só da barriga pra cima. Aqui na mamis, ela tem um roupeiro com espelhos nas portas. Passei por ele e parei. E pela primeira vez não enxerguei só a barriga que teima em ficar comigo. Vi que minhas pernas e minha bunda parecem estar voltando a ser o que eram antes da gravidez. A barriga ainda está como a de cerca de 12 semanas (em outro post tenho uma foto) - mas continuo firme usando a cinta - um dia ela volta a ser o que já foi.
Na semana que vem tenho consulta com a nutricionista e estou morrendo de curiosidade para ver todas as minhas medidas - quero saber se realmente estou voltando a ter o corpo de antes da gravidez ou se é só a minha vontade de estar voltando que me faz "enxergar" essas mudanças!!!
Fica minha dica para as gravidinhas: comprem a cinta e comecem a usar assim que o/a médico/a liberar. A barriga fica bem flácida depois do parto e a cinta ajuda os órgãos do abdomem a voltarem para o lugar.

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Eu já tinha ouvido que a bunda de uma mulher grávida fica bem maior do que antes da gravidez. Só não sabia o quão grande...! Antes de vir pra mãe, separei as roupas que achei necessárias para essas duas semanas fora de casa. Mas, por via das dúvidas, resolvi experimentar minhas bermudas e calças de brim de passeio e ... tchanan!!! Não entraram. Pior: sequer passaram das minhas coxas!!!! Quase tive um troço, pois era a prova material de que meu corpo ainda não estava como eu achava que estaria. Isso porque eu literalmente quase definhei de tanto que já emagreci...!!! kkkkk
Espero um dia voltar a usar minhas calças e bermudas 38... por enquanto vou me virando só com saias e calças legging!

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Outra melhora que percebi foi nas manchas do rosto. Não sei se por causa do fato de eu quase não sair de casa e, assim, não pegar muito sol ou se por causa do parto. Mas, definitivamente elas estão bem mais claras. Eu já tinha manchas no rosto em função dos anticoncepcionais - e diminuíram quando deixei de tomá-los. Assim, sabia que na gravidez existia a grande chance delas voltarem "com força". E assim aconteceu. Só que eu também sabia que logo depois do parto elas diminuiriam. Ainda bem que já está acontecendo!!!

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Algumas fotinhos pro papi do Gui matar um pouco a saudade. E junto com elas vai um beijinho do nosso pimpolho pro papi amado!



25/03/2011

Sobre o refluxo e as cólicas... e outras coisinhas

Depois da consulta com o pediatra, passei a dar o flagass baby (que é para gases e também para cólicas) e isso foi um santo remédio para o Gui. E acho que até em função da melhora nas cólicas - que desapareceram - o meu pimpolho também está melhor do refluxo.
Como assim????
Calma que eu explico.
Da semana passada pra cá o Gui mamava e vomitava bastante. Percebi que no meio das mamadas, quando antes ele parava para apenas dar um arroto, ele se contorcia muito, ficava vermelho, gemia e depois soltava uns peidinhos (tá bom... peidões...). E logo depois ele vomitava. Acho que em função das dores dos gases e da cólica, o refluxo dele piorou a ponto de vomitar bastante e não apenas regurgitar.
E a melhora dele com relação às cólicas e aos gases fez com que as mamadas (nem todas...) voltassem a ser bem mais tranquilas. Agora eu espero que com a interrupção do flagass amanhã, a cólica não volte. Não entendi direito quando o pediatra falou que as cólicas de gases podem ser por causa da inflamação que acontece no intestino, mas rezo para que o Gui continue como ontem e hoje: sem cólicas e soltando bem menos peidinhos que antes.

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Um mês depois do nascimento do Gui eu percebo que a fase mais complicada da adaptação ao meu filho e à nova rotina (ou falta dela...! kkkk) já passou. Consigo me organizar melhor para fazer as coisas (blogar, por ex.) e para fazer as saídas. A única coisa que ainda não está tranquila para eu fazer é dar banho nele sozinha. Não tenho total segurança em fazer isso, e por conseqüência, não tentei ainda. Não quero estar receosa em pegar ele sozinha e ficar segurando dentro da banheira, ensaboando e limpando - tudo no mesmo momento. A minha impressão é que é o mesmo que assobiar e chupar cana ao mesmo tempo!!!

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Estou cada vez mais apaixonada pelo meu filho. É incrível como me sinto nas nuvens quando vejo ele me dando um sorriso, ou então fazendo a carinha de "tô satisfeito" depois da mamada, ou o beicinho quando ele chora e começo a conversar com ele dizendo que concordo plenamente com o fato de que um bebê tão anjinho não pode sofrer tanto assim por ter a mamãe trocando a fralda dele, etc...
AMOOOOOO quando fico batendo papo e ele faz biquinhos e solta sonzinhos, olhando para mim como se entendesse cada palavra que eu falo e tentando conversar comigo. E adoro ver ele me seguir com o olhar quando saio de perto dele ou quando chego.
Esses momentos "não têm preço"!!! rsrsrsrs

Olha só o beicinho e a carinhas que tanto amo!!!

batendo papo com a vovó Lacy - sente só: até usa as mãos para argumentar!!! rsrsrs 


Essa é a boquinha mais perfeita que já existiu!!! 

 depois de mamar - sente a cara de "ai, ai... tô satisfeito"

olha o beiço!!! impossível não encher o Gui de beijos depois dessa boquinha!!!

23/03/2011

Para o papai que está longe

Esse post, bem rápido, é para informar o meu more, o papi do Gui, sobre a consulta que tivemos hoje com o pediatra.
Ele cresceu muuuuito: de 50cm de comprimento ao nascer para 57cm hoje. E o peso inicial de 3,075kg passou para 4,400!!! Um super tourinho!!!!
O médico acha que, pela descrição que fiz, o Gui esteja com refluxo - e o choro ao arrotar pode ser em função da azia que ele sente por isso. Falou que algumas crianças podem ter refluxo em função de alergia à proteína do leite de vaca que a mãe ingere - não é a lactose (que é o açúcar do leite) - e que se eu quisesse teria que parar com todo e qualquer tipo de laticínio. Mas falou que é muito complicado isso, pois meu organismo leva mais de 7 dias para ficar sem resquícios da proteína e eu não poderia ingerir qualquer grama dessa proteína - que existe em vários alimentos e até em remédios (e se eu tomasse algum comprimido com leite na fórmula, não adiantaria). Receitou o Label para o Gui - um antiácido.
Juro que não sei o que pensar sobre dar essa medicação para o Gui tão pequeninho. Mas também penso que deve ser terrível para um recém-nascido sentir azia - se para adulto já um saco, imagina pro nosso pimpolho...
Com relãção às cólicas, ele receitou um remédio - Flagass baby. É para eu dar as doses recomendadas por dois dias e parar para observar como o Gui reage sem a medicação. Se voltarem as cólicas, é para continuar por dois dias e novamente parar. Continuo com as massagens na abrriga, paninhos quentes e colo cheio de amor e bem quentinho também.
Estamos com muita saudade de ti!!! Nosso tourinho manda mil beijinhos para o papi amado dele e eu mando beijos para o meu amor!!!

ps.: o Gui pediu para enviar essas fotinhos pro papi!


para o papi fã do ACDC - será que o Bino gostaria de um fã assim???


te mete!!! Chique do úrtimo!!!

20/03/2011

Aniversário de 1 mês...

... cólicas, "refluxo", papai longe, estadia longe de casa...
É! São muitas coisas novas nessa semana que passou.
A primeira delas foi a cólica. Pensei que talvez eu e o Gui tivéssemos a bênção de passar incólumes pelos três primeiros meses. Mas a danada resolveu aparecer desde o início da última semana. Percebi que o Gui estava com muitos gases - e no domingo e segunda passados ele estava mamando e vomitando praticamente tudo o que mamava. Dei uma procurada na internet sobre refluxo e comecei a dar de mamar com o Gui sentado. Resultado: ele mama, arrota, mama, arrota - isso mesmo, no meio da mamada ele pára, fica me olhando e dali a pouco solta um sonoro arroto. E volta a mamar. Claro que no meio disso, alguns resmungos e choros - principalmente quando o arroto tá pra sair. E assim ele fica - chega a arrotar 4 vezes numa mamada só. E não é arrotinho - é ARROTO mesmo - daqueles que até um adulto ficaria constrangido se largasse um. Segundo a dinda Gi é porque ele tem um dinossauro dentro dele!!!
E, acho eu que em função dos gases e de engolir muito ar durante as mamadas, a cólica chegou: a sem-vergonha aparece todos os dias e sem hora marcada. Às vezes pela manhã, às vezes à tarde e outras à noite ou madrugada. Resta fazer massagem na barriga, circular no sentido horário ou de cima para baixo nas laterais, segurar ele de barriga para baixo e deitado sobre meu antebraço, fazer as flexões com as perninhas como se ele estivesse andando e rezar - para que a dananda dê uma trégua. Ele chora bem alto, mas não chega a emendar horas chorando ou se contorcendo - percebo que o choro dele pode ser de cólica justamente porque ele fica vermelho, se contorce e encolhe as perninhas.
E desde sexta-feira estamos longe do papi do Gui e passando alguns dias na casa dos meus pais. O more viajou para o exterior a trabalho e durante esse período em que ele ficará fora eu e o Gui ficaremos na casa da minha mamis e papis. Foi bem difícil ter que lidar com o fato de precisarmos nos separar com o Gui tão pequenino. Mas, como é por pouco tempo, por uma causa justa e teremos apoio, sei que passará rápido.

*****

Nos últimos dias tenho percebido pequenas, mas importante, mudanças no Gui. Ele tá firmando muito mais a cabecinha, já começa a se acalmar quando pego ele e vou me ajeitando para dar de mamar - é como se ele soubesse que eu apóio a cabecinha dele, coloca a fraldinha de boca no pescocinho e abro o sutiã - ele vai aos poucos se acalmando - antes ele ficava resmungando ou chorando até sentir o seio na boquinha. E as mãozinhas dele já ficam encostando no meu peito ou na lateral da minha barriga e ele fica mexendo os dedinhos, como que acariciando - antes ele ficava com as mãozinhas fechadas durante as mamadas e não ficava muito confortável se eu pegasse nelas para acariciar durante a mamada.
Também percebo que ele já acompanha a movimentação das pessoas à volta e presta atenção quando a gente fica conversando com ele. E às vezes fixa o olhar no nosso olho enquanto o bate-papo fica rolando!

*****

Na sexta-feira que passou, pela primeira vez fiquei longe do meu pimpolho. Estava na casa da mãe e queria comprar algumas coisas no mercado. Aproveitei uma dormida do Gui e pedi pra mamis cuidar dele enquanto ia ao mercado. Mas, sente só a minha saída: 10 minutos - peguei o carro e em menos de 1 minuto, literalmente, estava no mercado - acho que ele fica a meio quilômetro de distância da casa da mãe - peguei tudo rapidamente e voltei chispando pra casa. Nunca havia ido num mercado com tamanha rapidez!!!
E no sábado foi para fazer o meu exame de sangue - também aproveitei a mamada e me mandei de carro. Essa saída levou uma hora, mas para mim pareceu um século: não deixei de pensar no Gui um minuto sequer e a minha vontade era de ligar pra mãe e pedir pra ela deixar o telefone pertinho do Gui de modo que eu poderia ouvir ele chorar e ir para casa voando. Quase tive um troço - mas consegui. E não sei se tão cedo farei uma saída longa assim.

*****

Essa semana teremos a consulta com o pediatra e faremos o teste do ouvido no Gui - a "emissão otoacústica". Estou super curiosa para saber quanto o Gui engordou e cresceu e também para tirar minhas dúvidas quanto ao refluxo e as cólicas, além de saber o que pode estar dando alergia ou brotoeja no Gui - ou também se ele tá com acne neo-natal.

*****

Finalizando, ontem meu pimpolho completou o primeiro mês de vida fora do útero!!!
Esse primeiro mês foi cheio de acertos e erros meus. Mas a maior certeza é de que estou vivendo os melhores momentos da minha vida nesse período: amo os sorrisos que o Gui dá de vez em quando - tanto acordado quanto dormindo -, adoro ficar esperando a carinha que ele faz depois de uma mamada em que ele ficou bem satisfeito, gosto de ficar admirando ele deitadinho ao meu lado e olhando para tudo ao redor dele, amo de paixão os biquinhos que ele faz, e assimpor diante!!!!
Olhando para ele e para as primeiras fotos, já percebo as mudanças na fisionomia do Gui.
Olha só a comparação!!!


TE AMOOOOOOOO!!!!!!

13/03/2011

Saí da casinha...

... mas fui voltando pra ela aos poucos.
A primeira semana depois do parto foi punk.
Desde antes da gravidez já havia lido sobre o fato de que existem muitas mudanças com o nascimento de um filho e que muitas delas são super difícieis de lidar. Já tinha lido sobre o luto do filho idealizado, sobre as mudanças na rotina, sobre a questão dos hormônios no corpo da mulher, logo após o parto, sobre..., ... e por aí vai.
Na teoria é uma coisa. Mas sentir na pele essas mudanças é muito difícil.
Vou colocar com todas as letras aqui que nem tudo são rosas no início. Dane-se quem me julgar incompetente como mãe, ou pessimista, ou rabugenta, etc. Estou falando abertamente que nem tudo é um sonho com a chegada de um bebê. E falo isso, porque a maioria das pessoas fala só do lado bom - que existe sim e é muito bom mesmo. AMO de PAIXÃO meu filho, ele é a pessoa mais importante da minha vida, não me imagino mais sem ele por perto e para mim ele é o bebê mais lindo que já existiu e existe nesse mundo.
Mas os primeiros dias de convivência foram difíceis. E por minha causa. Única e exclusivamente.
O Gui chorava e eu não acreditava que seria por ter vontade de mamar novamente. Aí, trocava fralda, dava o bico, ninava. E por fim me rendia e colocava ele a mamar. Às vezes nem cogitava que o choro poderia ser por causa da fralda e logo que ele começava já colocava a mamar. E ele continuava incomodado e chorava depois da mamada. E não era refluxo, nem gases, muito menos cólica. Aí, meia hora depois é que eu lembrava da fralda e: santo remédio - fim do choro!!!
Na madrugada do domingo para a segunda da semana passada o Gui estava muito desconfortável. Eu havia notado que ele tinha passado a tarde inteira de domingo quase sem dormir e querendo mamar muito seguido. Perto das 23h liguei pro pediatra e ele disse que de acordo com o que eu estava descrevendo a hipótese mais provável era de que eu estava com pouco leite. Orientou dar uma mamadeira de 60ml de Nan só para dar tempo de eu produzir leite em quantidade suficiente para saciar ele. Novamente: santo remédio. E então caiu a ficha: como é que eu não lembrei do aviso que a minha nutricionista deu com relação à amamentação??? "Jaque, cuida para tomar muita água. Mãe desnutrida produz leite, mas a mãe desidratada não". Pensei um pouco e lembrei que não havia tomado água suficiente durante todo o domingo... E logo em seguida desse pensamento o que veio??? Um caminhão de culpa...
E depois dessas e de mais algumas, preciso dizer que nos momentos de crise eu me sinto a pior mãe do mundo???? Não, né. Enquanto eu dava a mamadeira de Nan, me lavava em lágrimas por me achar incapaz de amamentar meu próprio filho. Eu, com ele no colo e o alimentando com um leite que não tinha sido produzido por mim. E entre as lágrimas e a mamadeira, lá estava eu desfiando mil pedidos de desculpas para meu pimpolho, por ser uma mãe tão horrível assim.
Na primeira semana de vida do Gui, eu estava mergulhada num mar de emoções e sentimentos contraditórios. Olhava meu filho e ainda não acreditava que ele havia saído de dentro de mim. Depois o olhava e jurava que ele era a minha cara quando recém-nascida. Adorava o fato de ter de cuidar dele o dia inteiro e me incomodava por não conseguir sequer ir ao banheiro descansada, com medo de ele ter um mal súbito e eu não estar por perto (a bexiga que aguente!!!!). Morria de medo de dormir e não ver ele chorar no meio da noite por fome ou para trocar a fralda, e ao mesmo tempo contava no relógio os minutos das mamadas, fazendo as contas de quando provavelmente ele dormiria e então eu também. E ainda havia os famosos "lutos" que lemos em várias teorias. O luto do filho idealizado - aquele que imaginamos durante toda a gravidez - e que com 100% de certeza não será igual ao filho que nascerá (nem melhor, nem pior - simplesmente não será igual). O luto da nossa rotina - que nunca mais será a mesma de quando tudo o que fazíamos dependia única e exclusivamente da nossa vontade. O luto da gravidez - a barriga que ostentamos por vários meses deixa de existir de uma hora pra outra. E com ela também se vão a alegria e emoção de sentir os movimentos de uma vida que cresce dentro de nós. O luto da espera pelo nosso filho, que foi recheada de sonhos e fantasias de como seria ter uma criança em casa, etc. E adicionados à tudo isso, ainda vem o remorso e a  culpa. Remorso por ter percebido onde erramos e não compreender como não havíamos enxergado algo tão óbvio quanto a fome ou vontade de trocar a fralda de um bebê, e a culpa por ser uma mãe que erra tanto assim. Como pode uma pessoa sentir tristeza ou até mesmo irritação, tendo a bênção da companhia de um filho em casa???
Confesso que a única coisa que me fazia não ficar tão nervosa, ou que me fazia deixar de pensar "por que ele tá fazendo isso comigo" ou que me acalmava depois de um choro "sem" explicação era pensar que tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO o que o Gui faz é sem a menor intenção. Ele não tá "fazendo isso comigo". E pelo simples fato de que ele não sabe que é um indivíduo separado de mim ou do ambiente que o cerca. Para o Gui, ele é tudo e todos que o cercam. E essa certeza de que o que ele fazia não era intencional é que me dava condição de pensar com a razão, e não só me deixar levar pela emoção do momento. Ele não chora para chamar minha atenção, ou para incomodar, ou para mostrar que sabe abrir o berreiro. Ele chora simplesmente porque algo o está incomodando. Ele sente o que é e a única forma de colocar isso pra fora é chorando. E cabe a mim, SOMENTE  a mim, descobrir o que é que o incomoda e suprir todas as necessidades dele para que o incômodo passe. Na dupla que nós formamos (eu e o Gui) quem consegue raciocinar formalmente é eu. Portanto, eu tenho que entender ele e ser o "ambiente" que ele precisa. E não importa quanto tempo durou a mamada ou há quantas horas ele mamou. Muito menos quando troquei a última fralda. Importa é eu ser o que ele precisa!
E podem ter certeza de que as dificuldades dos primeiros dias passam. E ficam as lembranças e as preciosas lições que podemos aprender com elas.
E viva a bênção de ter um filho em casa!!!

E para todos saberem quais são as "rosas", seguem algumas fotinhos do melhor e mais lindo filho do mundo, o Gui!!!





"Eu me prendi entre teus dedos,
quando peguei na tua mão
Eu me tornei você tão cedo,
quando senti teu coração
Batendo junto ao meu,
Como se fosse o meu.
O amor que eu vou te dar
é bem maior do que você imagina"

"Um anjo do céu.
Que trouxe pra mim
É a mais bonita, a joia perfeita
Que é pra eu cuidar
Que é pra eu amar
Gota cristalina
Tem toda inocencia.
Vem ó meu bem
Não chore não vou cantar pra você"

06/03/2011

Sobre a rotina e as duas primeiras semanas

Muita coisa muda quando a gente vira mãe. Nossa vida passa a girar em torno de nosso filho e de suas necessidades. Um choro, um lamento ou apenas uma carinha ou boquinha diferente e nos pegamos pensando "o que será que ele precisa?".
Essas duas primeiras semanas de vida do Gui com a gente estão sendo muuuuito melhores do que eu imaginava. Ele é super calmo, tranquilo e quase não chora.
Mas algumas coisas ainda deixam a mim a ao more com mais perguntas do que respostas.
Hoje nos pegamos perguntando onde fica a chave. Isso mesmo. Onde fica a chave de liga e desliga o choro. Em algumas trocas de fralda, o Gui chora como se estivéssemos quase matando ele. Em outras, nem sinal de desconforto: só biquinhos lindos e olhinhos arregalados. A mesma coisa acontece com o "banho de gato" - ainda estamos no banho de gato pois o umbigo dele ainda não caiu. É. Não caiu. E essa é outra pergunta: por que o umbigo dele ainda não caiu, já que toda troca de fralda limpamos ele com o álcool 70%, e bem lá dentro mesmo? (sobre o banho, o pediatra aconselhou dar o de gato para não molhar muito o umbigo, o que, sgundo ele, faz com que demore um pouco mais - mas não tem problema algum dar banho de banheira). Fora esses momentos de trocas de fralda ou banho em que ele chora, o resto do dia o Gui passa dormindo. E até hoje ele só trocou o dia pela noite uma vez - no domingo da semana passada.
Em alguns momentos ele emenda até 2h30 de sono. Cheguei a ficar preocupada com tanto sono.
Mas, voltando ao assunto do início do post, toda a minha rotina gira em torno do Gui. Acordo quando ele acorda, durmo quando ele dorme e em algumas dessas dormidas dele aproveito para fazer outras coisas (como esse post, por exemplo). Estou contando com a super-hiper-mega ajuda da minha mamis aqui comigo todos os dias - ela vem pela manhã, bem cedo e fica até o final da tarde. Me ajuda com a casa e com o Gui. Fico super tranquila para dormir bem relaxada pois a mãe cuida do Gui enquanto ele dorme. O meu sono é melhor pois sei que quando ele acordar ela me chama. Então durmo em paz.

*****

Além de dormir bastante, o Gui mama muito. Muuuuuuuito mesmo. Fico apavorada com a quantidade de vezes que ele mama. E com relação à amamentação, tive alguns problemas, como todas que decidem e podem amamentar ao peito.
Desde o primeiro momento em que o Gui ficou comigo no hospital - na sala de recuperação, junto com o meu marido, ele ficou mamando. E desse momento até a saída do hospital, na segunda à tarde, ele ficou praticamente o tempo todo grudado em mim mamando. Resultado: mamilos extremamente machucados na terça-feira. Eu chorava do início ao fim de cada mamada - eram cerca de 30 minutos com a sensação de ter um pinça beliscando sem parar a ponta do seio. E a ajuda que tive da Lu, super amiga e mãe da Cecilia, foi crucial. Ela me falou que o pediatra dela disse que em 5 minutos o bebê já mamou quase tudo que o seio tem de leite (o pediatra do Gui confirmou a informação - em 5 minutos os bebês mamam ceca de 90% do leite que tem na mama) . Então, passei a diminuir a quantidade de tempo do Gui em cada mamada. Os espaços entre uma e outra diminuiu. Mas eu dava de mamar em apenas um seio por vez, o que ajudava um pouco na recuperação do mamilo. Passei a usar o Millar em cada mamada e as conchas de seio, deixando-os livres, sem atrito. Outra coisa que foi uma super-mega ajuda foi o protetor de mamilo. É tipo uma capa de silicone no formato do mamilo, com furinhos nas pontas. Coloca-se o protetor em cada mamada. Assim, a boca do bebê não faz tanto atrito no seio. E a dor diminui cerca de 70%. Passei usando esse protetor direto em todas as mamadas por cerca de 5 dias, até sentir que os seios estavam recuperados o suficiente para tentar a amamentação direta, sem ele. Só que o pró de diminuir a dor e ajudar a recuperação do tecido da mama, teve o contra de aumentar o tempo de cada mamada. O Gui estava mamando cerca de 40, 45 minutos por vez. Imagina isso na madrugada...
Na terça-feira mesma em que a Lu veio aqui em casa e me ajudou com as dicas sobre a amamentação, percebi que havia descido o leite de transição - entre o colostro e o leite - e que meus seios estavam muito inchados. E na quarta-feira tive a certeza de estar com leite empedrado. Eles estavam tão duros que eu não conseguia aguentar nem mesmo a blusa enconstando neles. O more comprou a esgotadeira e lá fiquei eu, durante três dias, em cada mamada com o Gui em um seio e a esgotadeira em outro - e dê-lhe paninho quente e massagem para o leite descer.
No sábado, percebi que o leite mesmo havia descido e que meus seios estavam desinchados. Mas não liguei esse último fato com eu ter dado de mamar pro Gui sem o protetor de mamilo. Como ainda machucou um pouco, voltei a usá-lo em mamadas intercaladas. No domingo estavam inchados novamente. E assim foi até a terça-feira, dia 02. Após minha consulta com a GO, que falou que talvez as mamadas estavam compridas demais por causa do protetor, experimentei ficar sem ele em todas elas. Também parei de usar o Millar e comecei a usar o protetor em gel para seios - são discos de gel que colocamos nos seios entre uma mamada e outra.A gente tira o protetor, o bebê mama e enquanto isso o protetor fica no refrigerador. Após a mamada, a gente recoloca ele geladinho no seio. Maravilhoso!!! Com tudo isso, meus seios desincharam e as mamadas diminuíram para cerca de 20 minutos. Aos poucos fui percebendo que elas dimimuíram mais até chegarem a cerca de 12 a 15 minutos, como agora. E a dor é só no primeiro minuto. Acho que cada coisa que eu fiz foi importante e ajudou muito para que o ato de amamentar deixasse de estar mais relacionado com a dor do que com a satisfação de ter meu filho recebendo o que de melhor posso oferecer em alimento para ele: leite cheio de amor!!!

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Nessa última semana nós também fizemos as primeiras saídas do Gui. Na terça fomos na minha Go para eu tirar os pontos da cirurgia. E na quarta fomos à primeira consulta com o pediatra do Gui, o Dr. Ruy. Ele é a calma em pessoa. E saímos de lá com a certeza de que está tudo muito bem com nosso tourinho. O Dr. Ruy disse que o Gui ganhou muito mais peso do que o esperado - 375 gramas em 10 dias. Isso porque o Gui nasceu com 3075g e saiu do hospital com 2900g - perdeu 175g. O esperado era que em uma semana ele recuperasse o peso inicial. Ele recuperou o peso inicial e ainda engordou 200g a mais. E aumentou 2,5 cm. Acho que o médico da última US acertou - ele vai ser alto e magro, pois embora tenha engordado tudo isso, continua elegante!!!

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Ontem o Gui fez o teste do pezinho ampliado. Quase morri com o meu coração apertado vendo o meu pimpolho chorar ao ser tirado o sangue do pezinho dele. E o pior é que o fato de ele ter uma ótima coagulação fez com que a moça do laboratório tivesse que espetar o pezinho dele duas vezes para conseguir tirar sangue suficiente para as seis amostras do cartela. Morri de dó do Gui. Mas sei que é importante para a saúde dele. Agora é só esperar o resultado.
Temos marcada a consulta com o oftalmo para fazer o teste do olhinho. Mais uma saída para o Gui.
E na segunda faremos a primeira saída "social" dele. Preciso ir ao shopping comprar blusas que tenham abertura frontal para usar nos passeios e dar de mamar quando for necessário. Tá aí a dica para as gravidinhas: comprem blusas para passear que sejam fáceis na hora de amamentar. Não havia me tocado disso e o resultado é que tenho apenas uma blusa que não atrapalha a amamentação.
Quero fazer tudo muito rápido nessa saída. Vamos ver como será para o Gui!!!

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Num próximo post falarei sobre as minhas dificuldades e sentimentos na primeira semana depois do nascimento do Gui. Foi bem complicada - quase "saí da casinha", "colei as placas" ou "dobrei o Cabo da Boa Esperança"...!!!

05/03/2011

Relato de parto

Demorei um pouco para escrever esse post... E sei que foi porque ainda estava tentando compreender o que aconteceu sem julgamentos do tipo "onde eu falhei?" ou "o que eu fiz de errado?" ou "por que não foi como eu pensei?", etc...
Vamos do início.
Na sexta-feira, 18, fui à consulta com a GO: 40 semanas e tudo ok e na mesma - 1,5 cm de dilatação e o Gui ótimo. O more me buscou e fomos "jantar" no Mc Donnald's (acho que o quarteirão que eu comi fez o Gui decidir sair da minha barriga... rsrsrsrs!!!). Voltamos para casa, assistimos um pouco de tevê e dormimos. Perto da 01h30 da madruga o more me acorda perguntando se eu estava bem. Respondi que sim e questionei o motivo de ele ter ficado preocupado. Ele disse que eu estava respirando diferente, como se estivesse com falta de ar. Falei que roncar na gravidez é normal, mas ele disse que não era ronco. Com essa acordada, levantei, fiz um xixi básico e voltei para a cama. Só que não consegui dormir. Simplesmente não peguei no sono. E o Gui, como das outras 3 vezes nas últimas 3 semanas de gravidez, resolveu dar as cabeçadas dele lá embaixo. Cabeçada aqui, cabeçada ali e ele parou. E deu "A CABEÇADA". Eu ouvi um som parecido com um "poc" e logo pensei: "Meu Deus, acho que ele estourou a bolsa. Se eu sentir algo molhado tá confirmado". Era exatamente 2h55 da madruga. Nem terminei de pensar isso e senti que estava me lavando perna abaixo. Dei um pulo da cama e acho que em dois passos eu estava dentro do box do banheiro, com uma cachoeira saindo de mim. Percebi que no meio de toda água que saía, estava também saindo o tampão mucoso. Nisso chamei o more e disse que a bolsa havia rompido. Ele ficou todo atarantado e disse que a gente tinha que ser rápido e ir para o hospital. Lembrei ele que a médica falou que a bolsa romper não era motivo para correria. Avisei que eu tomaria um banho bem relaxante, comeria muito bem antes de sair de casa e que passaríamos na casa da minha mamis para levá-la junto. Saímos de casa perto das 5 da madrugada. Pegamos minha mãe e nos deslocamos para o hospital. Desde o momento que a bolsa rompeu pedi para meu marido anotar em uma folha de papel a hora de cada uma das contrações. E juro que achei estranho, pois estavam muito distantes uma da outra - cerca de 11 , 12 ou 13 minutos. Ás vezes o intervalo diminuía e outras aumentava. Como não estavam ritmadas e com períodos curtos, não me preocupei. Chegamos no hospital perto das 6 da manhã. Fui para a sala de pré-parto onde fizeram enema - a meu pedido - e tricotomia. Avisei que não era para fazerem acesso venoso, pois se  houvesse necessidade o fariam no momento de colocar o soro. Estava com 3 cm de dilatação. Meu marido e minha doula entraram comigo na sala de parto normal e nos "instalamos": música relaxante tocando, cheirinho de essência que eu escolhi para o momento, bola suíça, chuveiro à disposição para eu usar quando bem entendesse. O more ia anotando o início de cada contração e a doula me auxiliando com massagens em cada uma delas. Nos intervalos fazíamos exercícios para auxiliar a dilatação. Até perto das 10h30 estava tudo muito bem. Nesse momento as dores começaram a ficar mais fortes e os intervalos entre elas ficaram menores. Pouco depois comecei a sentir vontade de fazer cocô em cada contração. Eu não fazia força, pois sabia que não era o momento. A médica auxiliava nas massagens e na acupressão, além de me oferecer as homeopatias de tempo em tempo. E as dores foram aumentando. Eu caminhava, tomava banho quente, me acocorava, ficava "dançando" com o quadril de um lado para outro... E as dores foram aumentando até ficarem insuportáveis. E quando digo insuportáveis, era porque estavam absrudamente doloridas. Tenho endometriose (diagnóstico confirmado no parto do Gui) e nunca havia sentido cólicas tão fortes assim -  e as que eu costumava ter me levavam a desmaiar, literalmente, de dor.
Perto do meio-dia, minha médica fez o exame de toque e viu que eu estava com 8 cm de dilatação. Eu havia dilatado cerca de 1 cm por hora, mas o Gui continuava muito "alto" - não descia. Ela estava pronta para chamar o pediatra que acompanharia o parto. Como eu estava com dor demais, ela disse que antes de eu decidir qualquer coisa queria ouvir os batimentos do Gui. Então, ela chamaria o anestesista e conversaríamos sobre as opções. Mas deixou bem claro que sabia que eu tinha força para aguentar e conseguir o parto normal que eu tanto desejava. Meu amor estava todo esse tempo ao meu lado, segurando minha mão e me dando apoio para continuar, dizendo que eu era forte e que conseguiria passar por tudo com coragem e de acordo com o que eu tinha planejado durante toda a gravidez.
Então, minha contração terminou e a médica ouviu o coração do Gui: perto de 130bpm - ótimo. Mas, logo em seguida começou outra contração e eu avisei. Ela continuou ouvindo o coração do Gui e foi esse o pior momento da minha vida... Os batimentos cardíacos dele baixaram demais - e eu ouvi ele quase parar. A médica olhou para a enfermeira que estava ao lado e disse "Cesárea correndo pois não temos muito tempo". Entrei em desespero. Eu só queria saber o que estava acontecendo com o Gui e em menos de um minuto havia duas enfermeiras em volta de mim, me preparando para a cirurgia. Eu chorava feito uma louca e sentia um aperto enorme no meu coração. Ao mesmo tempo em que eu pensava "onde foi que eu falhei", eu rezava e pedia a tudo que é santo que salvassem a vida do Gui.
Resumindo tudo, em poucos minutos o Gui nascia, sem chorar, nem se mexer. E eu ouvi a médica dizendo "ainda bem que ele abriu os olhos". A pediatra pegou ele e correndo o tirou da sala onde eu estava. Falei chorando para o more grudar nele pois eu estava bem e não me importava com o que acontecia comigo. O importante era saber do Gui. Ouvi um choro vindo de outra sala, mas sabia que não era o do meu filho. Fiquei poucos minutos, que me pareceram séculos, querendo notícias do meu filho. E então ouvi novamente um choro e sabia que aquele era o Gui. Pouco tempo depois chegava ele, nos braços da pediatra, para ficar comigo. Não consigo explicar o alívio que senti ao ver o meu filho, junto de mim, me olhando e ouvindo minha voz. Eu sentido a pele do rostinho dele no meu, sentindo o cheirinho dele e vendo os olhinhos dele, as duas bolitinhas com as quais eu havia sonhado no início da gravidez. Meu filho estava bem e isso era o que importava.
Ainda no hospital, vi por duas vezes o meu marido chorar copiosamente, a ponto de faltar o ar, como nunca eu havia visto nos quase 15 anos que estamos juntos, por causa de tudo o que aconteceu.
Mais tarde, quando eu estava melhor, a médica veio nos explicar o que havia acontecido. O Gui estava com duas circulares de cordão e quando ele fazia força para descer, tracionava a placenta. Em função disso, houve descolamento da placenta e um grande coágulo se formou. Ela disse que ele ainda não tinha entrado em sofrimento, pois não havia mecônio no restante da água, mas que havia inalado um pouco de sangue ao nascer por causa do coágulo. O apgar do primeiro minuto ficou em seis e o do quinto minuto ficou em oito.
Hoje, duas semanas depois do nascimento do Gui, consigo olhar para toda essa situação e segurar as lágrimas. Ainda lamento um pouco o fato de não ter conseguido o parto normal. Mas, como eu confiava na minha GO e sabia que ela só faria a cesárea caso houvesse algum risco para o Gui, eu sei que a decisão dela foi a melhor de todas - ela salvou o meu filho. A pediatra que assistiu o Gui disse que se a gente tivesse esperado mais cinco minutos não saberia se ele conseguiria sobreviver... Isso é o que acalma meu coração e silencia meu lado racional, que tentou, durante dias, descobrir onde eu havia falhado. E como minha querida amiga Ana Marafigo me disse, "está tudo perfeito no Universo. Era para ser assim e um dia tu entenderá o motivo disso". Ahow.
Hoje, vendo meu pequeno (grande) pimpolho saudável e perfeito, agradeço a Deus por ter ao meu lado as pessoas certas na hora certa para me ajudar no momento mais importante da minha vida: o nascimento do meu filho. Sei que ele é um milagre, pois durante a cesárea a cirurgiã auxiliar perguntou para a minha GO como eu havia engravidado, já que estava repleta de aderências de endometriose. E minha GO respondeu: "essas são minhas pacientes especiais!".
Viva o milagre do Gui: uma vida que entrou na minha vida!!!
ps.: ele chegou no dia 19 de fevereiro, às 12h31, com 50 cm e 3,075 kg. 10 dias depois, na consulta com o pediatra, havia aumentado para 52,5 cm e 3,270 kg. Um verdadeiro tourinho!